|
Sexta-Feira, 10 de setembro de 2010 - Boa Madrugada!!
|
|
2010-03-04 às 09:09 h
“Aliados” do governo culpam vereador por demissões no hospital de Itabaiana.
Como afirmou o governador Marcelo Deda em seu discurso durante a posse de 633 dos mais de 2700 servidores aprovados no concurso promovido pelo Governo do Estado de Sergipe pára selecionar os servidores do quadro de efetivos da Fundação Hospitalar de Saúde - FHS o estado esta passando por uma transformação.
"Estamos vivendo um momento histórico na saúde pública de Sergipe. Ao assumirmos o Governo, avaliamos a situação que estava à saúde pública do estado e a encontramos obsoleta, com instrumentos anacrônicos, rede física se degradando, municípios precisando da solidariedade do Governo Estadual e o Governo Federal precisando melhorar o diálogo com o Governo Estadual. Chegamos à conclusão que ou nós fazíamos uma reforma sanitária, uma reforma no sistema de saúde ou nós não cumpriríamos as metas que havíamos estabelecido", disse o governador.
"É bom destacar que há quatro anos, as manchetes dos jornais falavam do fechamento de 10 hospitais. A solução que encontraram foi simples: terceirização. Contrataram uma empresa da Bahia às pressas para cuidar do problema. E a oposição sergipana pensa que o povo sergipano tem memória curta e que vai esquecer dos atos que fizeram. As pessoas têm memória, e quando alguns desses hospitais reabriram, foi com a intervenção da empresa baiana terceirizada, pagando alto pelos serviços, e nós temos dados que comprovam isso. O que é que estamos fazendo hoje? Desprivatizando" relatou Marcelo Deda que foi mais alem.
"Há muito tempo à população sergipana não vê o Governo empossar tantos funcionários concursados para o interior do estado, principalmente para a área saúde".
Segundo o governador a porta de entrada no serviço público não é feita através de indicações políticas. "A porta de entrada nos concursos públicos não é pelo dedo do político, é através do concurso público. Essa é a grande transformação que dá muita raiva e dor de cotovelo em muita gente. Estamos contratando mais oito mil funcionários nesse Governo, uma revolução", concluiu o governador.
Talvez estas afirmativas do governador Marcelo Deda que ainda repercutem no noticiário, sirva para esclarecer de uma vez por todas que o vereador Olivier Chagas (PT) nada tem a ver com as demissões que se processaram recentemente no Hospital Regional Dr. Pedro Garcia Moreno Filho do município de Itabaiana, como alguns "aliados e amigos" do governo maldosamente se encarregaram de dizer nos quatro cantos da cidade com a clara intenção de desgastar a imagem do vereador, por razões que não são difíceis de identificar. Aliás, a situação é mais séria quando a maldade vem dos próprios "aliados" do governo, os mesmos que vivem a atacar o governador nas tribunas e nos microfones de rádio, talvez porque não conseguem dar vazão aos vícios que adquiriram ao longo dos anos sempre que tiveram oportunidade de usufruir do poder.
É provável que quem hoje acusa o vereador de patrocinar demissões no hospital de Itabaiana, não tenha coragem de admitir, por exemplo, que se não demitiu, impediu por perseguição, inveja ou qualquer outro motivo torpe, a admissão de pessoas capazes e comprometidas com a decência.
Como disse Deda "Essa é a grande transformação que dá muita raiva e dor de cotovelo em muita gente" como Olivier pode ser responsabilizado por demissões se é o próprio estado que esta acabando com as terceirizações para devolver os hospitais à condição de estatais de direito privado como é a Petrobrás, por exemplo, na solenidade de posse dos 633 novos servidores da FHS o novo superintendente do próprio hospital de Itabaiana, Francisco de Jesus, disse compreender a importância da incorporação de novos servidores. "Não é só o aumento do número de profissionais. Agora, passamos a ter um quadro de funcionários. O que temos hoje são contratos da Fundação Santa Isabel com empresas que prestam serviço. Inicialmente, vamos trabalhar com um sistema misto de funcionários (efetivos e contratados), que serão substituídos gradativamente", frisou o superintendente.
A secretária de Estado da Saúde, Mônica Sampaio, considera a convocação dos concursados como "Uma revolução na saúde pública porque estamos admitindo pessoas que vão trabalhar nos hospitais do interior através do concurso público. Isso consolida as fundações estatais, que é um novo modelo de gerenciamento e traz uma perspectiva de uma nova política de carreira para esses ingressos", salientou.
Segundo Mônica Sampaio, além de uma nova política de carreira, o modelo de contratação permite cobrar aos profissionais, eficiência na prestação de serviços. "A modalidade do regime CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) possibilita à fundação avaliar o desempenho desses profissionais, baseada em metas e objetivos específicos relacionados à qualidade de atenção à saúde. Esperamos, em médio prazo, impactar na qualidade de saúde prestada".
Para o deputado estadual Rogério Carvalho (PT), que esteve à frente da Secretaria de Estado da Saúde de janeiro de 2007 a janeiro de 2010, a contratação de novos servidores representa a concretização de um processo que iniciou há três anos. "É uma prova de que o Governo está desprivatizando a saúde do nosso Estado, está agregando inteligência à gestão pública e criando uma instância gestora na área de serviço de saúde. É uma satisfação para quem viu este nascer projeto vê-lo numa fase avançada de implantação".
Rogério Carvalho ainda lembrou que em 2007, quando Marcelo Déda assumiu o Executivo estadual, todos os hospitais públicos, exceto o Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho - HUSE estavam sendo geridos por uma empresa privada da Bahia. "Essas unidades foram reabertas em agosto de 2006. Ou seja, ficaram fechadas dois anos e oitos meses da antiga administração. Quando chegamos, fizemos uma transição. Passamos para uma parceria gestora com o Hospital Santa Isabel e agora a FHS está reassumindo gradativamente os hospitais".
E ai cabe a pergunta; é Olivier Chagas quem está mandando substituir os contratados por concursados?
Aliás, se o vereador quisesse como histórico companheiro de lutas do governador desde os tempos de vacas magras e pensasse como seus "amigos e aliados" poderia, por exemplo, dificultar indicações e nomeações de pessoas ligadas a estes mesmos que tentam lhe desgastar, no entanto prefere entender que são aliados e como tal devem participar do governo sem dificuldades.
O que tem estes amigos ou aliados do governo contra os servidores concursados? Será que se estes mesmos pudessem interferir nas nomeações agiriam de forma isonômica? O fato é que Olivier que ainda é um tanto ingênuo na política, principalmente de sua terra, tem surpreendido positivamente com sua atuação dentro e fora do parlamento, e por isso querem barrar uma realidade que se apresenta aos itabaianenses como opção de crescimento, liberdade, desenvolvimento democracia, cidadania e respeito às conquistas de cada um. O vereador ainda não viu nada!
|
|
|
| |
|
|