Terça-Feira, 07 de setembro de 2010 - Boa Madrugada!!  

2010-07-21 às 12:12 h
Operação Corcel Negro: policia revela detalhes e identifica os 16 presos


presos_durante_a_operao__corcel_negro_300A Polícia Civil de Sergipe, por meio da operação "Corcel Negro", desarticulou uma quadrilha nesta terça-feira, 20, acusada de furtar canos, tubos, hastes e brocas utilizadas na extração de petróleo nos poços da Petrobras em Sergipe. A estimativa é de que os prejuízos causados pela quadrilha tenham chegado a ordem de R$ 40 milhões no período de dois anos. Segundo os delegados Gilberto Guimarães e Gabriel Nogueira, da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), as investigações iniciaram há seis meses e terminaram com a prisão de 16 pessoas nos municípios de Aracaju, General Maynard, Japoatã, Laranjeiras, Itabaiana, Nossa Senhora das Dores e Siriri.

Na manhã desta quarta-feira, 21, o superintendente da Polícia Civil, João Batista, e o delegado Gabriel Nogueira, detalharam as investigações que culminaram com as desarticulação do grupo criminoso. De acordo com Nogueira, a quadrilha era muito bem articulada e foi dividida em quatro categorias pela Polícia Civil: autores do furto, transportadores, facilitadores e receptadores. Os autores dos furtos nos poços foram identificados como Carlos José de Oliveira, o "Uréia", José Cleverlan de Jesus Silva, o "Binho", Max Henrique de Jesus Silva, o "Bea", e Cícero Barbosa de Jesus, conhecido como "Cícero". Na categoria de transportadores dos produtos furtados foram identificados os motoristas José Gutenberg de Oliveira, o "Nal Carrateiro" e Marcos Correia Dantas, vulgo "Marcos".


Com relação aos facilitadores, a polícia identificou um funcionário e um ex-funcionário terceirizado da Petrobras que facilitavam a entrada dos comparsas nas unidades da empresa bem como permitiam a subtração de equipamentos que eram destinados para leilão e transportados para poços. São eles: o ex-funcionário da Petrobras, que apesar de não trabalhar mais na Petrobras tinha fácil acesso as dependências da empresa, Luiz Amilton Sobrinho, conhecido como "Milton" e Manoel Balbino Ferreira, o "Balbino". Toda essa teia terminava com o repasse dos produtos para os receptadores identificados como Carlos Alberto Ferreira da Silva, o "Bolero", Artemio Ramos dos Santos, "Artemio", um homem de pré-nome Cláudio ou "Cláudio da Pedra Branca", Aerton Oliveira dos Reis, o "Aerton", José Sérgio dos Santos, o "Santos" e José Bonfim dos Santos Lopes, o "Bonfim".


O superintendente João Batista lembrou que a atuação da organização criminosa não só lesava os cofres da Petrobras, mas, também, as finanças do Estado. "Não só a Petrobras vinha tomando prejuízo com a atuação do bando. O estado de Sergipe perdia com o prejuízo nos royalties, pois com a subtração dos equipamentos muitos poços de produção da empresa tinham suas atividades paralisadas, prejudicando a produção local. Por isso tivemos o cuidado com as investigações e disponibilizamos nossa divisão de inteligência que teve o apoio de outras unidades policiais", destacou Batista.


De acordo com a polícia, todo o esquema era centralizado na figura de "Binho", que conhecia os demais integrantes e também era o responsável por cooptar mais membros para a quadrilha. As investigações compostas por fartas documentações, vídeos e fotos detalham cada passo do esquema e mostram como os receptadores aumentaram o patrimônio pessoal nesse período.


"Segundo informações da empresa, os prejuízos nos últimos dois anos chegam a cerca de R$ 400 milhões em cinco Estados do Nordeste: Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte", enfatizou o delegado Gabriel, ressaltando que em boa parte dos furtos os funcionários facilitavam, "Mas em outros casos os materiais eram deixados próximos a poços em manutenção e simplesmente desapareciam".


O delegado Nogueira explicou, ainda, que o funcionário terceirizado, mesmo não sendo empregado efetivo da empresa a representava, por isso vai responder pelo crime de peculato, exclusivo para funcionários públicos. Durante as diligências, os policiais recuperaram cerca de 30 toneladas em equipamentos e na casa de "Ureia" foi encontrada uma espingarda de fabricação caseira. Já na residência de José Gutenberg, os policiais encontram uma pistola calibre 765 e um revólver calibre 38. "Todo o material recuperado está guardado na unidade da Petrobras e ficará à disposição da Justiça", finalizou Gabriel. Os acusados responderão por furto, peculato e formação de quadrilha.


A operação Corcel Negro foi um trabalho da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol), Coordenadoria de Polícia Civil da Capital (Copcal), Coordenadoria de Polícia Civil do Interior (Copci) e Coordenadoria de Operações Policiais Especiais (Cope).


Fotos: Infonet


 


 




 

Por: Edvanildo Santana




(nabocadopovo@itnet.com.br)


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